terça-feira, maio 31, 2011
Passei a vida inteira no escuro.
Era para ter passado no claro, mas não passei.
Pode ter sido por coisas minhas, por coisas minhas mas proporcionadas por outros ou simplesmente de total influência do exterior.
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Não importa mais, talvez nunca importou realmente. Nunca se importaram, na verdade.
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Até que chega aquele momento, aquele lindo momento em que do nada, surge uma luz no fim do seu túnel, e você consegue e quer se dedicar a algo,
E você quer porque quer fazer algo de diferente, quebrar as barrerias, e seguir em frente.
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E assim que essa luz surge, como em um sopor divino, ela se apaga com a mesma velocidade. Voltando ao escuro, com essa vida escura.
domingo, maio 29, 2011
Conversas de Geladeira
Abri a geladeira para pegar aquele último pedaço de torta de morango, que havia sobrado de ontem. Procurei, procurei e nada. Na pia tinha um prato sujo, de sobremesa -Malditos, já pegaram minha torta. Estava quase fechando a geladeira quando ouço um grito: -Ei, espere, não feche ainda, queremos falar com você. Pensei ter ficado louco, mas resolvi atender ao chamado e abri, meio desconfiado. No meio de frutas e legumes, havia um saco com laranjas. Laranjas recém compradas da feira-de-domingo pela minha mãe. Pergutei o que queriam, quando uma delas, a lima me disse:
-Sou Laranja Lima. Doce mas com muitos caroços, aposto que você conhece alguém assim. Uma laranja que você sabe que vai te dar uma alegria enorme, mas ao mesmo tempo, você terá várias sementes que custarão a sair. Sei que todos gostam de mim, e por isso contínuo com sementes. Vocês que me chupem, com semente e tudo.
Achei muita arrogância e prepotência da parte dela, afinal, laranjas além de falarem agora querem me ensinar lições? Olhei para aquela que estava meio de lado, questionei o porquê de estar tão tímida, e então ela me disse:
-Ainda não amadureci. Sou Laranja, mas sou pequena. Posso ter um tamanho grande, e me parecer com as demais, mas ainda não sou crescida. Ponha-me para fora, tenho que ver o mundo, e com ele me fortificar. Te garanto que serei a mais doce das Laranjas que já comeu, mas no frio da geladeira, nessas paredes brancas e fechadas eu não consigo. Preciso tomar novos ares, novas aventuras e assim crescer e aumentar o meu interior.
Tirei ela de lá e pus na fruteira, junto com duas bananas tagarelas e uma mexirica mexiriqueira. Nem bem voltei à geladeira, a Laranja-Pêra me solta uma:
-Sou Pêra, quer você queira. Doce, mas ácida demais, cuidado para não passar mal, rapaz. Tenho visto que sou das menores, mas não piores; sua mente irá fervilhar quando esta começar a falar. De Laranja tenho tudo: bagaço, polpa e suco, cítrica sim, porquê não? Apenas não chupe um milhão.
Eu ri de seu jeito ao me falar como era, em versos e rimas. Me contou de como sua ácidez pode fazer mal para uns, mas tem outros que gostam. Sofre, coitada, queria ser menos assim e poder ser chupada por todos.
É a vida, senhora Laranja, um dia conversa com um jovem, abre seu coração à ele. Ele para, pensa, olha bem para essas laranjas e conclui: "Quer saber, por que não?". Aperta, junta, espreme e torce. Mistura tudo e dá uma adoçadinha. Faz um suco delas, de fruta só o caldo, e do caldo para o copo e do copo para a boca. As bebe como se não houvessem mais laranjas, e assim as conversas de geladeira se acabam e quem sabe, outras laranjas não hão de falar conosco. Laranjas, ameixas, melões. Melões, laranjas e ameixas.
Tune Yards - Bizness
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Se você pressionar os dedos sob minha pele (vá e faça)
levante, afunde, levante, afunde e sangre por mim
Digo, eu sangraria se você pedisse
eu sangraria se você pedisse.
terça-feira, maio 24, 2011
Turbilhão de Gelo
Partículas de gelo e ar junto ao cosmo do cavaleiro de Cisne começam a envolver o corpo do oponente formando pequenos círculos imperceptíveis. Hyoga parte pra cima do oponete e executa um poderoso gancho fazendo que os círculos rodeiam o oponente rapidamente formem um enorme turbilhão de gelo e ar, que arremessa o oponente para longe causando danos de impacto impressionante além de congelar parte do corpo do oponente.
Talvez, assim como Hyoga de Cisne, eu seja um cavaleiro, que ao invés de atacar o oponente, vai à um ataque suicida e se auto congela. Sim, tenho esse poder. Esse poder de criar um turbilhão de gelo a minha volta, e de fazê-lo crescer e crescer dentro de mim. Assim como as lagartas que viram casulo, sou eu com meus sentimentos. Frio, sêco, imaturo, infantil, já me chamaram disso e continuarão chamando, não por quê eu gosto, ou acho legal; longe disso, caro amigo, me envergonho muito de ser assim, de ser eu. Se bem que eu nunca fui assim, eu me tornei assim. Os machucados do tempo e espaço, das horas e minutos, das pessoas e das nações; todos eles juntos, me fizeram ser o que sou hoje. Este ser que vos fala, desengonçado, infantil e frio.
Acho que não poderia voltar e fazer tudo de novo, mas da maneira certa, pois ainda não aprendi a maneira certa; acho que eu nunca vou aprender essa tal maneira. Aprendi sim, muitas outras coisas, mas não a maneira certa. Aprendi a maneira Imbecil de se fazer as coisas, a maneira Frouxa também sei. Acho que não sei como transformar o errado ao meu favor assim como muitos fazem, fizeram e farão, talvez. Talvez não.
Eu consigo ser chamado de frio e dócil, de insensível e de o-melhor-amigo-que-eu-poderia-querer-pensar-em-ter, de maduro e de criança. Tenhos meus valores. Tenho meus princípios. Quantas vezes eu já não ajudei alguém, enquanto pensava "que merda, vc reclamando disso e eu aqui, me fudendo na vida dia após dia.". Sabe, não sinto mal por eles, sinto por mim. Dá-me pena ver que estou assim, tão deprimido, tão deprimente, tão depressível. Se olhasse minha cara no espelho todo dia, acho que eu seria pior do que sou hoje. Porque não, não me olho nos espelhos. Tenho medo. Medo de que a frieza de meus olhos me congelem por completo e eu pare de apreciar as coisas da vida. Já parei de apreciá-las há muito tempo, mas ainda não perdi as esperanças de um dia poder fazer isso de novo.
O frio que me envolve, ninguém tem noção de como é quente. Sim, meu frio é quente, aconchegante. Chego a pensar que é isso que me faz continuar, dia seguido de dia, sem uma certeza nessa vida. É, sem sombra de dúvidas, a frieza. Criei minha barreira de proteção. Uns vomitam o almoço, outros se afundam nas drogas. Minha droga, meu vício, é ser assim: frio, solitário, sem abraços, não me toque, não te amo. Te amo, mas você não precisa saber. Aliás, sei que amo? Minha barreira de proteção é fria para você, mas para mim, ela é muito confortável, e eu não poderia querer nada melhor. Até poderia, mas sabe, não vale a pena sair de minha dela para tê-lo, se depois eu teria que voltar para lá de qualquer forma.
segunda-feira, maio 23, 2011
Yo no lo conozco señor
E é com esta célebre frase repetida inúmeras vezes em um episódio de Pica-Pau, que começo minha dissertação sobre o Amor. Sim com letra maiúscula, porquê para conseguir mudar a vida e a mente de todas as pessoas, ele merece. Sabe quando você acorda, ou vai dormir e tem aquela inspiração? Aquela vontade de escrever e falar sobre algo? Foi assim comigo nos últimos dias, e o tema era esse: Amor. Não que ele merecesse minha atenção, ou que ele fosse digno de mais de um paragrafo, mas é que ele, de certa forma tem a sua importância. Para alguns.
Não é que eu não queira aceitar a existência do Amor, é que ele apenas não apareceu para mim
Você pode namorar quem você quiser, mas vai dizer que, quando a pessoa dá uma saidinha sem você, não te dá aquele aperto que diz "cachorro, lá vai ele se esfregar com as mulambentas daquele bairro". Cara, isso não é Amor, é gostar. Gostar todo mundo gosta, mas Amor, acho, deve ser aquele negócoio de confiar cegamente na pessoa, sendo ou não retribuido. Amor é quando você se doa por completo, faz as coisas sem esperar que a pessoa lhe retribua, que a pessoa te dê assim como você se dá à ela.
O Amor pra mim, além de subjulgado e subestimado, é inexistente.
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